segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Só envelhecemos, quando vemos na vida,
apenas sofrimentos muito grandes.
Quando ignoramos que só o tempo
é o remédio mais eficaz pra todos os males.
Só envelhecemos, quando só temos lágrimas
e não sorrisos para oferecer.
Quando não aprendemos a ser compreensivos.
Só envelhecemos, quando trocamos a paz íntima,
pela insatisfação total e preservamos a vaidade.
Quando estamos morrendo pensando
em prestar contas e em acertar contas.
Só envelhecemos, quando temos pensamentos
mórbidos de fracasso$ e não reconhecemos
que sair derrotado da vida,
é não termos perdoado alguém,
ou não soubemos pedir perdão.
Só envelhecemos, quando não temos
consciência de que nada trouxemos ao
mundo quando chegamos, que nada
nos pertence, nada, e que é assim
que mais dia, menos dia vamos deixá-lo.
Só envelhecemos quando juntamos
apenas referências da juventude
mas não conservamos nosso espírito jovem.
Só envelhecemos, se não nos conduzirmos
por estradas que nos transformem
para melhor.
Só envelhecemos, quando não achamos mais graça
em jogar conversa fora, em catar conchinhas
na beira da praia, quando não consultamos mais
as crianças, sobre as ingenuidades da vida.
Só envelhecemos, quando nos sentimos
literalmente velhos.
Quando olhamos no espelho e só vemos beleza,
nas mãos de um cirurgião plástico.
E isso, certamente, nem depende de idade.
Só envelhecemos quando colocamos a mente
em lugar errado, em hora errada.
E ainda, só envelhecemos,
quando não esperamos mais pelo amanhã.
(Cecília Fidelli)

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